Vereador Francisco Carlos defende interesses do povo e não confrontos pessoais

Para discutir a questão do serviço de oncologia, entende o vereador Professor Francisco Carlos, que é preciso entender uma sistemática histórica que envolve a assistência à saúde no próprio país. Ele reforça que na discussão do serviço, não se pode descer ao nível da querela pessoal, ou escolha por uma empresa, mas sim defender o interesse geral da comunidade e, oferecer, o melhor e o máximo de assistência possível.

No aspecto histórico, lembrou o vereador que tem base para discutir o assunto pois começou a trabalhar com a saúde de Mossoró quando existia apenas um Posto de Saúde na comunidade do Bom Jesus, hoje são 60 postos espalhados pelo município. Detalhou o professor que o sistema tem mudado ao longo dos anos, quando antes se atendia a população direta nos hospitais, já no estágio final, por exemplo, em uma cirurgia, ou seja, tinha hospitais, mas não existiam os postos de saúde, que poderiam fazer uma triagem, como hoje acontece.

Com a mudança da política, quando os governos passaram a dirigir os recursos para as bases, os hospitais enfrentaram dificuldades e, para se ter uma ideia da situação geral, informou o vereador, no Brasil foram fechados 14 mil leitos. “Agora, com o recurso indo direto na base, melhorou significativamente os indicadores de saúde no país, por exemplo, diminuindo a mortalidade infantil”, sentencia Francisco Carlos. Hoje, com as prefeituras assumindo o complemento dos recursos do SUS, surgiu o problema para os municípios que não dispõe do recurso.

“Sobre o serviço de oncologia, eu conheço, por isso é melhor que se mantenha os dois existentes, pois isso diminui filas e melhora a assistência. Então, não podemos particularizar essa discussão beneficiando um ou outro, pois todos prestam importantes serviços e não podemos perder tempo discutido interesses de empresas e sim, da população”, disse. Reforça o vereador Francisco Carlos que no momento que o Centro de Oncologia ameaça fechar, não é culpa da Wilson Rosado, e sim do gestor público que não pagou sua contrapartida.  “Essa é uma discussão muito mais importante do que as querelas pessoais”, finalizou.