Em nota aos amigos, Rodrigo Bico explica saída da FJA e garante que decisão não foi da senadora Fátima Bezerra

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Publicado em: 21/10/2015

Ex-presidente da Fundação José Augusto, o artista Rodrigo Bico divulgou nota, dita não oficial, em seus grupos de whats app, sobre sua saída da Fundação.

Ao contrário do que se esperava, pelo que foi exposto, Bico não saiu atirando.

E deixou claro que sua decisão foi sua, e não da senadora Fátima Bezerra.

Abaixo a nota enviada aos amigos:

Nota AINDA INFORMAL sobre meu desligamento da FJA

Amigxs, muitos aqui, ainda sem acreditarem, me perguntam se as notícias veiculadas pela imprensa sobre minha saída da FJA procedem.

Sim. Estou de saída. Aqui não farei avaliações. Mas saibam, não era o meu objetivo criar grandes MARCAS, grandes EVENTOS, implementar uma marca personalista e esquecer que existe toda uma luta de CLASSE por trás da minha atuação cotidiana e diária.

O finado Agnelo Alves, quando soube de minha nomeação, disse achar muito estranho que fosse alguém pra FJA com sobrenome de “Bico” e que minha experiência era de gerir um grupo chamado “Facetas, Mutretas e Outras Histórias”. Realmente, me orgulho muito de ter chegado a Direção do referido orgão, sendo o mais jovem gestor do mesmo (com apenas 27 anos) e talvez o primeiro que vive unicamente do suor de sua Arte, e me orgulho muito de ter usado como meu sobrenome o meu nome artístico, e saibam é realmente de se estranhar, pois naquela instituição sempre pisaram diretores com sobrenomes de Oligarquias, ou que a elas estiveram servindo, salvo raras exceções.

Não era esse o meu objetivo, e tenho certeza que também não era daqueles que defenderam e defendem o meu nome, não era meu objetivo manter o modus operandi Coronelista, politiqueiro e do pão e circo.

Se quiserem colocar na minha conta o fechamento de 3 teatros, fiquem a vontade, pois saibam que me orgulho de que estes teatros não tenham caído sobre a cabeças das pessoas e nem colocaram em risco suas vidas. Cada um tira a interpretação que quiser deste caso.

Como brechtiniano que sou, prefiro olhar o mundo com olhos estranhados, como Marxista que sou, acredito que das crises insurgem revoluções.

Por mais que queiram colocar toda a culpa no meu pedido de saída na Senadora Fátima Bezerra, saibam que existe muita coisa por trás de uma simples birra política que a mídia insiste externar, e principalmente colocando que tudo isso é fruto da dissonância do PT de Fátima com o PT de Mineiro. Mas saibam que existe o PT de Bico, de Heridelso, de Odon, de Hugo, de Laíssa, de Buihú, de Divaneide e de toda uma militância que luta contra as generalizações. Ocupo esse espaço no meu partido e me orgulho das conquistas e me envergonham os deslizes éticos, não existe emoção em mim ao falar de política, existe razão, existe dedicação e disciplina.

Pra finalizar esta pequena nota, saibam, eu prefiro medir o respeito e a qualidade de meu trabalho a frente da FJA nesses 9 meses e meio pela RÉGUA de Fernando Yamamoto, César Ferrario, Lenilton Teixeira, Ceiça Cruz, Joanisa Prates, Paulo Sarkis, Titina, Pablo Pinheiro, Carlos Gurgel, Loloza Medeiros, Kako Gomes, Lau Siqueira, Emmanoel Iohanan, Cefas Carvalho e tantos outros e outras que por mensagens no whatsapp, no mensenger ou por aqui mesmo. Não esperem que eu meça meu trabalho pela régua de jornalistas provincianos, blogueiros processados pela operação impacto ou por blogueiros revoltados comigo porque não aceitei aos seus achaques e exonerei a esposa dele, nem muito menos pela régua das viúvas e viúvos do Coronelismo que espero eu que sejam enterrado de vez nas próximas gestões da FJA.

São por vocês, meus amigos e amigas, seguidores e seguidoras que me acompanham e me respeitam, que saio de cabeça erguida, que saio na hora certa, consciente de que nós GESTORES da Cultura, Artistas, produtores não tenhamos que nos submeter a tomar um péssimo café amargo para sonhar em tomar um doce suco de laranja.

Minha defesa é de classe, sou um classista e da luta não me retiro.

Volto ao meu lugar de artista, inclusive a disposição para trabalharmos juntos, podem me chamar que eu vou.

E quem quiser saber dos detalhes do cotidiano da FJA, é só me avisar que eu preparo um café aqui na minha casa, ainda é a mesma, um simples casebre no Monte do Sol onde não pretendo me mudar, um simples morro no conjunto pirangi, bairro onde construí minha vida de artista e de ser humano.

Não sei se todos sabem, mas ainda continuo diretor da FJA e farei a mais linda transição para o meu sucessor. Mesmo sem saber quem o será, desejo sorte, coragem, paciência e muita habilidade pra mediar conflitos.

 

Beijos do Bico