2015… Fim.

O ano de 2015 chega ao fim, mas com ele não chega ao fim as dificuldades nacionais, e obviamente, locais. Com o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) não repassados ou diminuídos (este mês de dezembro em 31% se comparado ao mesmo período do ano passado), e em meio ao noticiário que propaga o atraso do pagamento do salário dos servidores, e até não pagamento em alguns casos, é importante observar a movimentação do Governo do Estado, e de algumas das maiores cidades do Rio Grande do Norte revela, ou faz pensar, em como se encontra a situação econômica geral do estado.

 

Em Natal, a prefeitura vem promovendo constantes campanhas para que o cidadão em débito com o município pague suas dívidas, e com diversos descontos, e até dá desconto para antecipação do pagamento do IPTU. Tudo para arrecadar mais, e cumprir a determinação do prefeito da cidade, Carlos Eduardo, em não aumentar impostos. Além disso, desde de 2014 a prefeitura da capital fez reforma administrativa, cortando cargos comissionados, renegociando contratos, e reduzindo custos. A prefeitura de Natal fez seu pagamento de servidores nesta terça-feira.

 

Em São Gonçalo do Amarante, do prefeito Jaime Calado, também faz campanha para negociação de pagamento de IPTU atrasados, e segundo alguns blogs, assinou decreto que aumentará os impostos da cidade em 9,57% a partir de 1º de janeiro. Com área de distrito industrial, o ISS deve ter caído terrivelmente.

 

Em Mossoró, a capital do Oeste, o prefeito Francisco José Júnior enfrenta grandes dificuldades, tanto que conseguiu aprovar na Câmara Municipal de Mossoró a antecipação dos royalties de 2016 para pagar servidores e terceirizados. Anunciou reforma administrativa e disse que cortaria salários. Até agora, pelo que se sabe e o JOM publica, os cortes foram mínimos, e o desgaste do prefeito vai na direção contrária, só aumenta.

 

Já o Governo do Estado, vem usando o fundo previdenciário para pagar a folha de pessoal, embora sugerido pelo TCE para deixar de usá-lo e buscar devolver o que foi pego até o fim de 2016. Com isso, agora a grande discussão é vender a CAERN, para repor o valor do fundo previdenciário.

O governador Robinson Faria conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa o aumento de ICMS e outros impostos, para conseguir dinheiro em caixa, e tem contado com o programa RN Sustentável para tentar caminhar com os projetos das diversas áreas da gestão. Nas redes sociais, a impressão é que o Governo enfrenta uma crise, mas que não tem sido muito abalado, afinal esse é o governo de um gestor sonhador, que crê que tudo passará sem cortar na carne como deve ser feito.

 

Se em algumas das grandes cidades do Rio Grande do Norte está assim, deve-se imaginar como as demais cidades estão enfrentando as dificuldades financeiras, especialmente os municípios que dependem exclusivamente do FPM, que por vezes teve arrecadação diminuída, ou repasse atrasado. O não pagamento de fornecedores, de servidores, de prestadores de serviços, atrasando e complicando a economia das pequenas cidades, e em um momento que além de tudo de seca prolongada transforma os municípios em um caos. Infelizmente a imprensa potiguar não aborda o tema, e pouco sai da grande Natal para falar das cidades menores, que certamente não tem problemas menores. A verdade é que a crise chegou para todos, e não adianta mais esconder. Em maior ou menor grau, sofre menos quem se organiza melhor e toma atitudes enérgicas e de precaução, pensando no agora e no futuro.

Enfim, que venha a esperança de dias melhores em 2016, com campanha eleitoral, com política em alta com políticos em baixa, porque 2015 já chegou ao fim e não deixa as melhores recordações nem para os gestores e nem para a população. (LL)