Candidato mentirinha

wilmarx-charge-pinoquio

É natural que em campanha eleitoral qualquer pré-candidato use de estratégias que incentivem seu grupo de apoiadores, muitos propagam desde apoios de personagens conhecidas, que de fato não existem, assim como exclusividades que não cabem numa disputa eleitoral cheia de alianças. Pré-candidato que tenta mostrar uma força que não tem – em especial para seu próprio grupo – não deve ser dos mais confiáveis.

Com regras para doação de campanha modificadas, podendo apenas doação de pessoas física, e com o valor máximo estipulado, os candidatos que achavam que teriam muito dinheiro para a campanha terão que rever as estratégias de campanha. Sem esquecer, claro, que ter dinheiro não significa dizer que é a mesma coisa de ter votos. E além disso, qualquer demonstração a mais de qualquer centavo de Real será alvo de denúncia, isso é o mais lógico em uma campanha eleitoral acirrada.

Quem é pré-candidato mentirinha usa comumente os veículos de comunicação para atingir desafetos, achando que ao desgastar a imagem do outro, ou dos outros, herdará ou terá parte dos votos do desgastado. Midiático, esse tipo de pré-candidato holofote além de querer aparecer, e se mostrar mais forte que os outros, também é maldoso ao levantar suspeita sobre os demais candidatos, inventar, criar boatos, geralmente fofoca executada por terceiros para não atingir a imagem daquele que quer mostrar força, mas além de não ter força, se mostra covarde e preocupado com os diz desdenhar.

O pré-candidato mentirinha acaba mentindo tanto, que ele mesmo acredita nas mentiras que conta, seja para seu grupo, seja para a sociedade, e aí já demonstra não ser confiável para qualquer cargo público eletivo, pelo menos aos olhos de quem não se deixa alienar. É o tipo de candidato que atrai por troca de favores, ou quem sabe, por promessa de favores financeiros. Ou as duas coisas. É o candidato do “mais do mesmo” que vemos por aí, daqueles que não gostaríamos que existissem, mas existem e são votados – nem sempre eleitos – porque nosso povo ainda não aprendeu a analisar friamente cada candidato que bate à sua porta.