Da lama ao caos

Em tempos de corrupção que parece inundar a vida de todo cidadão, e em ano eleitoral há a necessidade de se discutir que tipo de candidato a sociedade espera ter e que tipo de candidato elege. Na hora em que se fala, especificamente de casas legislativas, poucos dizem se sentir representados com os detentores de mandato, mas alguém os elegeu, alguém escolheu quem está com mandato legislativo hoje.

Em período eleitoral todo tipo de candidato aparece e fica até difícil escolher em quem votar, e isso se o eleitor decidir votar. O candidato mais comum é aquele que tem o discurso fácil, que promete tudo – sim, ainda existe esse tipo – e no fim das contas não faz nada, ainda por cima foca no assistencialismo puro e na criação de boatos sobre os concorrentes, ao mesmo tempo procurando desacreditar o outro e enaltecer a si mesmo, como todo canalha profissional faz. As perguntas essenciais para escolher um candidato podem ser: Esse tipo de candidato é confiável? Esse tipo de candidato é o que representa de melhor a sociedade? É o tipo de candidato que trabalhará para a cidade ou para si mesmo? O que esse candidato pensa, sobre o que opina?

A sociedade que se diz cansada desse lamaçal de corrupção não pode se deixar enganar pelos que possuem solução pronta, que apenas dizem apenas o que o cidadão quer ouvir – e se orgulham disso, porque nem sempre a solução é imediata e nem sempre o que se quer ouvir é a verdade. Nem deve se deixar enganar pelos discursos de aparecerem novidades políticas dentro de atitudes vazias, e com práticas velhas com roupas que parecem novas, a começar pelo assistencialismo claro e nada produtivo. O pensamento que melhor define essa prática assistencialista, tão em moda hoje, foi dito pelo consultor/coaching Luis Carlos Rocha: “O assistencialismo só deve ser usado como último recurso, por tempo limitado. Quando usado indiscriminada e perenemente é falsa caridade, pois cria dependência e paralisa as possibilidades de desenvolvimento do assistido, servindo tão somente aos interesses – quase sempre escusos – de quem assiste.”

A corrupção que veio à tona nos últimos anos não deve ser motivo de alienação política, mas de alerta e criação de critérios individuais rígidos para a escolha dos representantes do povo, que também deve aprender as prerrogativas de cada cargo, para não ser mais enganado.