O “escolhido”

Crédito Folha News

Se multiplicam aos montes, e impressiona, a quantidade de candidatos ao cargo de vereador em Natal que se dizem candidatos do governador ou do prefeito. Onde se chega na cidade se ouve dizer que as criaturas, de A a Z, são candidatas de Robinson Faria ou de Carlos Eduardo. Tática antiga e fora de moda, e que demonstra desde o início uma tremenda enganação ao eleitor, tendo em vista que nenhum candidato pode ser O candidato nem de Robinson e nem de Carlos Eduardo, e por uma simples razão: Implodiria qualquer aliança.

É insensato, e irresponsável, se criar o boato de que um candidato à reeleição, como Carlos Eduardo, tem um candidato preferencial. Os candidatos com mandato não aceitam esse tipo de papel e nem os demais, que desejam equidade no processo entre os partidos. Da mesma forma com Robinson Faria. Em sã consciência, ninguém deveria dizer, pelo menos na proporcional, que é o candidato do governador. Causa ciumeira e enorme estrago para o candidato à prefeito de Natal do executivo estadual e municipal.

Em ambos os casos pode até parecer que exista um candidato preferencial, mas levando em consideração de que política é uma arte, ela também pode ser a arte da dramaturgia e é aí que alguns caem. O texto parece certinho, os atos parecem bem organizados, mas na verdade há sempre um grande canastrão por trás de toda essa peça política. Candidato canastrão e soberbo, que acha que engana todos os eleitores, e os demais crédulos candidatos, sem dar pista alguma de que seu poder de influência acaba, no máximo, nos lábios dos seus apoiadores que ecoam muitas conversas fiadas.

Essa não deveria ser a política que prega o novo, seja na idade, seja na ideologia política. É a política do mais do mesmo, sem diferenciação alguma do que já está posto, mas há quem use do artifício para angariar votos, lançando seus “pseudo” padrinhos em situações desconfortáveis. Quem começa assim, usando o nome dos outros e mentindo, tende a fazer pior se eleito.