Pau, pedra e ainda é o meio do caminho

pedra

O Governo do diálogo. Foi mais essa definição que Robinson Faria fez do seu governo quando assumiu o Governo do Estado. Foi a falta dele, do diálogo, que os docentes da UERN – Universidade Estadual do Rio Grande do Norte – reclamaram durante a maior greve da história da universidade estadual. É da falta de diálogo que os comerciantes da CEASA – Central de Abastecimento do Rio Grande do Norte – reclamam quando o governador diz na mídia que mudará o órgão para a cidade vizinha de Parnamirim sem conversar com os comerciantes sobre o assunto. Diálogo? Nem nas mídias sociais, tão amadas na campanha e no início da gestão, agora confrontadas, bloqueadas e ridicularizadas pelos apoiadores do governador, quando se questiona ou critica alguma coisa.

O Governo da segurança. O assunto que o natalense já coloca na frente de qualquer problema com educação e saúde, seja do município, seja do Estado. A sensação de insegurança vem com o recorde de fugas, as inúmeras explosões de caixas eletrônicos, os arrastões em várias partes da cidade, o aumento do roubo de veículos e assaltos à mão armada. Tudo normal e boataria da oposição, segundo o governador. E o Ronda Cidadã a quantas anda? A população diz parecer que vive mais de adesivo do que de ações práticas, também pela ausência de número suficiente de homens no corpo da Polícia Militar e estrutura da Polícia Civil, que o chefe do Executivo diz que já mudou, melhorou muito. Aliás, esse é um governo que cuida bem de muitos militares que fazem a guarda virtual do governador, cercando, tripudiando, detratando e destratando qualquer cidadão que reclame de falta de segurança. Cidadão que já pode reclamar da falta de segurança e democracia, pela forma que é tratado por perfis no Twitter, e no Facebook. Segurança para quem, se nem a nora do governador escapou?!

O Governo da saúde. O governo em que o governador teria um birô no maior hospital estadual do Rio Grande do Norte. O governo onde o servidor da saúde seria valorizado como nunca antes na história do estado. O governo que prometeu o hospital de trauma, prometeu a regionalização da saúde, o alívio da carga que o Walfredo Gurgel recebe, recuperação do hospital Maria Alice Fernandes. E o tempo vai passando e as soluções parecem não funcionar ou existir. Faria da saúde prioridade.

O Governo do turismo. Que trará o HUB dos Correios, já anunciado ano passado enquanto o Governo do RN dizia que traria o HUB da LATAM e nem mencionava o dos Correios, porque parecia algo menor. Não vem por mérito deste governo, mas pelo o Rio Grande do Norte ter um dos maiores e mais modernos aeroportos do Brasil, além da localização geográfica. Aqui o Governo faz ele próprio o “turismo mochilão”, indo de carona no que estava encaminhado por outros, mas com custo de turismo de luxo, trazendo voos que já existiam antes e criando apenas peças novas de publicidade.

O Governo técnico. O técnico sendo devorado pelo político na secretaria de saúde, por exemplo, que segundo os servidores do estado, há interferência de deputados ligados ao governo. O governo técnico que é o mais perseguidor politicamente dos últimos anos. O governo técnico sempre motivado por ações midiáticas e políticas. O governo técnico que disse demitir quem já havia pedido demissão porque era técnico demais, que o diga Dr. Ricardo Lagreca.

E talvez porque faria tudo isso, Robinson tem, em dois anos de gestão, uma reprovação de 60% em Natal. Talvez seguindo o caminho que segue, consiga cumprir a promessa de entrar para história do RN, e não por um bom motivo, caso não comece a sair da sua zona de conforto e tirar da sua sombra os conselheiros que se preocupam mais com eles próprios, e seus Egos, do que com o governador, e muito menos ainda com o povo e suas necessidades.