Sujeitinho

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Enquanto nas chapas majoritárias pelo interior do RN a luta é conseguir que se mantenham candidatos prefeitos que tentam resolver problemas com a Lei, na proporcional a luta é outra. Além da descrença da população com a política e os políticos, as pessoas ainda presenciam e convivem com o tipo de candidato sujeitinho, que comprova que Osho estava certo, semelhante atrai semelhante. O candidato sujeitinho atrai apoiadores, em sua maioria, com caráter semelhante, e não adianta alguém dizer que isso é uma coisa positiva. Indo ao dicionário Aulete, assim está escrito: Sujeitinho = s.m. Indivíduo desprezível, reles, vil.

Quando se é sujeitinho, seja cabeça ou seja cauda, passa-se mais tempo cuidando (detratando) da candidatura dos outros do que da sua própria, ou até pior, usa a candidatura alheia para nortear a sua. Coisa de gente incompetente. Os sujeitinhos nunca sabem falar bem do outro e sempre super valorizam qualidades em si que sequer possuem. Devem existir muitos na “fauna” política, não enxerga quem não quer. Ou melhor, fortalece esses sujeitinhos quem quer e quem pretende não mudar nada na política potiguar, mesmo com discurso de bem-intencionado, embora falho nas entrelinhas, onde a verdade aparece.

Os sujeitinhos do sujeitinho geralmente fazem o trabalho mais sujo, enquanto protegem a imagem do sujeitinho “líder”. Muitos seres humanos são assim, possuem o valor de uma nota de três Reais, e muitas vezes apenas achando que possuem algum poder, ou algum prestígio. Esses são brutais no assédio moral, nas ameaças, nas provocações, nos boatos, e em todo tipo de cretinice que envolva poder e dinheiro. São amorais, ególatras, perniciosos. Tudo o que a sociedade não merece, mas precisa prestar atenção para não cair na esparrela e votar errado.

O eleitor que já está acordado com certos tipos de políticos, especialmente para ocupar o cargo Executivo, precisa a ter um olhar mais minucioso para os candidatos ao Legislativo. É ao poder Legislativo que se dá a responsabilidade de fiscalizar o Executivo, a proposição e aprovação de Leis que modificam a vida de cada habitante da cidade, direta ou indiretamente. Um vereador sujeitinho apenas fará fotos, muitas, com largos sorrisos, e dirá que ajudará. E ajudará, mas a ele próprio e alguns dos seus sujeitinhos. Sempre!

Ao escolher alguém para ser vereador/a, que seja um/a sujeito/a decente, de ideias, de história de vida, que tenha opinião e que não use o assistencialismo disfarçado de boas ações para fidelizar votos, porque esse assistencialismo parece algo bom, mas se for pensado bem, é algo degradante e vicioso, especialmente para as pessoas que o promovem. Por um RN com políticos que enxerguem mais do que números de título de eleitor, que pensem o futuro com ideias modernas, com o frescor do entusiasmo de fazer mais e melhor por uma população.