O homem que copiava

selo_garantia

Dizem, quando alguém está com fome, que saco vazio não se põe em pé. Comparando com a política, e o que as pessoas esperam de um candidato que busca uma vaga no legislativo, em meio ao total descrédito de hoje, só se vê sacos vazios, politica e intelectualmente falando.

Inúmeros candidatos buscam o voto do eleitor dando a impressão que há alguma inteligência no seu discurso, mas ao ler/ouvir/ver com um pouco mais de atenção percebe-se nesse discurso de “mais do mesmo”, que esses candidatos são sem conteúdo, é apenas bravata e a clara intenção de enganar o eleitor com palavras que não querem dizer nada. Uma lástima e uma enorme enganação.

Há também candidato que, além de ser vazio de opiniões, é vazio de criatividade porque resolve, até nas suas reuniões, nas suas mídias, copiar o discurso de outros candidatos, e muitas vezes com as mesmas palavras, com a mesma forma de se aproximar do eleitor. Não é por acaso, é claramente proposital. Parece que no deserto da anunciada competência e preparo de uma vida inteira para convencer o eleitor, falta justamente competência e preparo para pensar sozinho.

Desse tipo de candidato não se espera muita coisa, apenas posicionamentos em cima do muro, e as vezes que não ficar em cima do muro ou é para ficar bem com o eleitorado ou para ficar bem com alguém que não votou nele mas que tem interesse no assunto discutido. Ou seja, convicção zero sobre assuntos importantes para a cidade. Vereador tem que ser honesto, agregador, audacioso e corajoso para buscar soluções para cidade, tem que se comprometer com a justiça e a verdade, tem que levar a política a sério.

No Brasil já não cabe mais políticos cheios de molecagens, e eleitor precisa ficar atento aos candidatos, lembrando sempre que não se deve acreditar em quem promete demais, afinal, vereador não executa nada e nem legisla sozinho, e outra, projetos mirabolantes não saem do papel, apenas criam expectativas e impressionam os desatentos.