Família e poder

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Oligarquia, do grego oligarkhía (ολιγαρχία) ou governo de poucos, que é uma forma de governo em que o poder político é concentrado na mão de uma mesma família, um mesmo partido ou um mesmo grupo econômico.

No RN, dois ramos familiares são bastante lembrados como oligarquias, os Alves e os Maia. Alguns podem lembrar dos Rosado, em Mossoró. Mas muitos não param para pensar em outros grupos familiares de uma cidade ou região do RN, que há anos permanecem no poder, de forma direta ou indireta. Exemplos pipocando pelo estado certamente não faltam.

Em Natal criticam muito os que estão dentro do processo da Operação Impacto, que indicam parentes, claro que através de eleição, para os cargos que já ocupam na Câmara Municipal de Natal (o nome conhecido dessas indicações é filhotismo, segundo o analista político Antônio Augusto Queiroz). Se oligarquia é o mesmo que poder político concentrado na mão de uma mesma família, então pode-se dizer que os familiares que possuem sobrenome Jácome podem ser chamados assim, afinal, possuem representação na Câmara Federal, com Antônio Jácome, Assembleia Legislativa, com Jacó Jácome, e agora mais um familiar é candidato à Câmara Municipal, Érico Jácome. Da mesma forma os Motta, com um representante na Câmara Federal, Rafael Motta, outro na Assembleia Legislativa, Ricardo Motta, e um aparentado também querendo uma vaga na Câmara Municipal, Igor Rafael. Ou até mesmo os Faria, que o governador (filho do falecido Osmundo Faria), Robinson Faria, quando era presidente da Assembleia Legislativa, conseguiu eleger o filho deputado federal, Fábio Faria, e até hoje os dois ocupam cargo público. Esses são exemplos mais recentes dentro daquilo que vemos em Natal e que demonstram que uma cidade tão crítica como Natal, essas coisas acontecem e não são sequer destacadas, pensadas.

No interior do RN não deve ser muito diferente, já que infelizmente as pessoas não fazem essa relação com as oligarquias. Não se preocupam com essas relações entre as famílias e o poder, e acham até natural. Talvez porque as alternativas que aparecem nas cidades acabam decepcionando o eleitor, vide Natal com Micarla (filha do ex-senador Carlos Alberto) e Mossoró, com Silveirinha (filho do ex-deputado estadual Francisco José). Os laços familiares políticos são fortes e de sobrenomes diversos, não enxerga quem não quer.