Mídia e políticos medianos

2016-12-08_19-55-11

Existem políticos que creem mais em ações midiáticas do que em fatos concretos relacionados ao seu mandato. O importante hoje, para muitos políticos, é criar laços estreitos com a mídia, seja por força da amizade ou força do incentivo financeiro, e dessa forma aparecer para a população ou, apenas, parecer ser atuante.

É comum hoje vereador querer fazer vezes de deputado (estadual ou federal), e se deixarem, de presidente da república, para que as pessoas, primeiro saibam que ele existe, e segundo, que as pessoas o coloquem como alguém que se importa com o cidadão. Uma pena que alguns ajam assim, porque demonstra arrogância, desconhecimento das prerrogativas do seu cargo, e o mais importante, subestima o eleitor, achando que este poderá ser enganado por ações criadas para mídia.

É assim, com a colaboração daqueles que possuem algum tipo veículo de comunicação, qualquer espaço midiático, que se cria a imagem de um político quase super-herói, que se preocupa com seus eleitores e com a população em geral, quando na verdade a preocupação é com ele mesmo, com os próprios interesses. Aliás, interesses mútuos, do político e daquele que deveria apenas informar, mas que na verdade deforma os fatos e cria factoides em nome da ética, da informação imparcial. O jornalista, blogueiro, radialista, pode ter lado e é compreensível que tenha. O que é feio é fingir ser imparcial e não ser. Fingir não ganhar nada, e ganhar o máximo que pode.

Já os políticos que usam de estratégias para enganar a população através de ações apenas midiáticas não percebem que não só fogem do discurso de fazer diferente positivamente, como depois de flagrados nesses combinados com parte da mídia, são ridicularizados pela própria população, que quer mais que discurso vazio e carinha de anjo.